05/02/18 - Crônica - "Natal Fora de Época" - Por Adm. Oliveira Filho

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Ao registrar em minhas crônicas esses pontos fora da curva, busco a reflexão de quem as lê, no intuito de ampliarmos nossa visão de gestão por excelência.

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NEP-MA, São Luís, Maranhão, Brasil

Nossas percepções, entendimentos e opiniões são frutos de nossas experiências com seus filtros e, principalmente, pelo que estudamos ao longo da vida.

Ao concluir, em 2004, minha especialização em “Gestão e Políticas Públicas”, presumia que seria um diferencial em minha formação; não contemplei que seria muito mais que isso.

Transcorridos desde então mais de uma década, essa formação em GPP possibilitou absorver com maior facilidade os conhecimentos acadêmicos disponibilizados pelo NEP-MA. Isso me transformou em um observador atento e contumaz de aspectos gerenciais de sucesso em instituições públicas, bem como nos três níveis do poder executivo.

Ao registrar em minhas crônicas esses pontos fora da curva, busco a reflexão de quem as lê, no intuito de ampliarmos nossa visão de gestão por excelência. Conhecermos cases de sucesso que possam ser repicados ou simplesmente entender que podemos e devemos ousar, pensando sempre fora da caixa.

Sabemos que o poder executivo municipal tem uma gama de responsabilidades para com seu cidadão, entre elas o fomento à economia de seu município.

Existem formatos disseminados à exaustão que são utilizados anualmente, como as “micaretas”, ou seja, o carnaval fora de época. E o próprio período oficial de carnaval. Existem as diversas e variadas feiras e/ou eventos peculiares a cada município. Dentro destes podemos citar as feiras agropecuárias estaduais e/ou municipais. As de flores, frutas, de produtos agrícolas. Existem também eventos religiosos de grande magnitude, como o de Aparecida e a de Nossa Senhora de Nazaré, que mesmo sendo da igreja, tem a participação direta do poder executivo dos municípios onde ocorrem tais eventos.

Eu achava que o evento de maior duração no Brasil era o OKTOBERFEST, realizado anualmente pela Prefeitura de Blumenau-SC. Em 2017 foram dezoito dias. Lembrando que o Círio de Nazaré são uns dez dias, com mega eventos diários.

Uns iluminados criaram, há 32 anos, algo inusitado para alavancar a economia direta de uma cidade e indiretamente a de uma região: a bela região das serras gaúchas. Estou falando do Natal Luz, promovido pela Prefeitura Municipal de Gramado – RS.

Com quase 40 mil habitantes, Gramado talvez seja mais conhecida pelo seu festival de cinema. Porém, nada comparado aos mais de oitenta dias corridos do Natal Luz, isso do final de outubro à primeira quinzena de janeiro do ano seguinte.

O que se pode tirar comercialmente de um evento como o Natal que só lembramo-nos do mesmo nos dias 24 e 25 de dezembro de cada ano? Simplesmente tudo.

Segundo dados oficiais, nesse período em torno de 2.000.000 (dois milhões) de turistas visitam Gramado, alavancado sua economia de forma impensável para muitos gestores municipais. Não vou aqui aprofundar o evento em si e, sim, ressaltar para reflexão sua originalidade como iniciativa pública que possibilitou a transformação econômica e social de toda uma região.

Com certeza esse sucesso é fruto de muito trabalho, continuidade de propósito dos gestores públicos eleitos ou nomeados, da participação dos empreendedores nativos e os que aportaram na cidade e, principalmente, da participação efetiva da comunidade, colaborando e contribuindo para o sucesso continuado do evento.

Aos gestores municipais que só reclamam, sugiro que não o façam. Gastem suas energias buscando as oportunidades que existem; só falta serem trazidas para luz do dia. Pense da seguinte forma: se Gramado faz um Natal de oitenta dias, eu posso fazer qualquer coisa.

Por: Adm. JOSÉ PEREIRA DE OLIVEIRA FILHO CRA 0296 MA

Data de Publicação: 
segunda-feira, 5. Fevereiro 2018 - 9:24
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