09/04/18 - Crônica - "Rádio - Comunicação de Vanguarda"

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Só no rádio uma informação ou notícia pode ser esmiuçada e aprofundada aos mínimos detalhes, possibilitando-nos o seu completo entendimento.

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NEP-MA, São Luís, MA, Brasil

Quais os presentes que você recebia de seu pai quando era criança? De alguma forma eles influenciaram em seu comportamento pessoal e/ou estão no cotidiano de sua vida adulta?

Zé Pereira (meu pai), quando retornava de suas viagens a trabalho, sempre trazia alguma coisa para nós, os três filhos, e a mamãe. Para mim, nada de brinquedos; os presentes eram objetos tais como lanterna, relógio e rádio.

O primogênito dos filhos, eu já mexia nas coisas dele, com aquela curiosidade de criança. Ele então me presenteava com o que ele próprio gostava e fazia isso para eu não usar os seus pertences. Principalmente o seu rádio Transglobe Philco AM 12 faixas, que funcionava com oito pilhas grandes. Era show.

Comunicação & Expressão foi a cadeira que marcou meu primeiro semestre no curso de Administração na UNIFOR. Essa entre outras também importantes, como as de introdução à Psicologia, Sociologia e Estatística. Como tínhamos Matemática, achávamos que C&E seria a cadeira de Português. Ledo engano, era muito mais que isso.

A importância do contexto e da mensagem entre locutores e interlocutores, dentre tantos outros novos conceitos, estavam sendo incorporados ao nosso aprendizado de jovens universitários. Um dos ensinamentos (que, inclusive, só fui aceitar alguns anos depois), afirmava que existia uma escala com níveis de informação de um povo, estando esta diretamente relacionada à quantidade dos meios e veículos de comunicação de uma cidade.

Ainda criança, nas décadas de 60 e 70 do Século XX, fiquei viciado em informação, a qual tinha acesso via as ondas de AM do potentíssimo rádio Transglobe Philco de meu pai Zé Pereira. Com o tempo, lógico, fomos incorporando outras tecnologias como fonte de informações, notícias e conhecimento.

Anos atrás relutei, perante minha esposa Katia, para adquirir e utilizar smartphone, coisa que ela já fazia. Eu estava fora do mundo, principalmente no que se refere às notícias e informações.

Corrigido esse monumental equívoco, posso afirmar que hoje, dentre outras coisas, que mesmo residindo atualmente em Fortaleza, minhas fronteiras de fontes de informação são do tamanho do Brasil. Veremos a seguir com faço isso.

Hoje estou no “ápice” enquanto ouvinte de rádio via celular. Assim como na TV aberta existem as grandes redes nacionais, o mesmo ocorre com as emissoras de rádio, que na maioria das vezes são as mesmas, com raras exceções.

Trabalho boa parte do tempo em casa, junto com minha Katia, tendo assim a possibilidade de ouvir diariamente algumas horas de rádio sem prejuízo de minhas responsabilidades. Tenho instalado em meu celular os aplicativos de três redes nacionais de rádio, duas baseadas em São Paulo-SP e uma no Rio-RJ. Cada uma possui várias filiais espalhadas pelo país.

Seus jornais diários são conduzidos pelos mais competentes jornalistas e sempre apoiados pelos melhores comentaristas especializados nas mais diversas áreas e assuntos. Só no rádio uma informação ou notícia pode ser esmiuçada e aprofundada aos mínimos detalhes, possibilitando-nos o seu completo entendimento. Tudo o que acontece de importante ou relevante no país, suas filiadas entram como eles chamam “em rede” e ficamos sabendo de um “furo” em primeira mão. Isso é o rádio.

Essa singela crônica é dedicada ao meu dileto professor da UNIFOR de Comunicação & Expressão da turma de Administração do ano de 1978, que me fez ver que somos do tamanho das informações que obtemos diariamente, bem como a todos que de uma forma ou de outra fazem o “Rádio”, esse que, diariamente, chovendo, com tempestade ou fazendo sol, mesmo com terremotos, tsunamis e ou um apagão de energia como o do dia 21.03.2018, incansavelmente e dando o seu melhor nos informa e nos orienta sobre o que importa.

Por: Adm. JOSÉ PEREIRA DE OLIVEIRA FILHO CRA 0296 MA

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