13/02/17 - Prefeito de Viana formalizou adesão ao programa Gespública

Magrado Aroucha Barros, Prefeito Municipal de Viana, Ma
Magrado Aroucha Barros quer tranformar o município de Viana em referência para seus vizinhos na baixada maranhense

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13/02/16 - GESPÚBLICA-MA, NEP-MA, São Luís, Maranhão, Brasil

Após reunião com a representante do prefeito Magrado Aroucha Barros, Leopoldina Amélia Barros, foi formalizada a adesão ao Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização, GesPública para implementação de ciclos contínuos de avaliação e melhoria da gestão. O prefeito pretende investir fortemente na capacitação da alta gestão municipal e a primeira capacitação já está na agenda do Núcelo da Excelência Pública no Maranhão. 

A cidade de Viana situa-se na Baixada Maranhense, região caracterizada por um emaranhado de rios e lagos que transbordam no período chuvoso (fevereiro a junho), formando um imenso oceano de água doce.

Quarta cidade mais antiga do Maranhão, seu povoamento teve início em 1683, quando os jesuítas ali fundaram a Missão Nossa Senhora da Conceição do Maracu e criaram o Engenho São Bonifácio, na localidade conhecida como Igarapé do Engenho.

Com a nova política adotada pelo Marquês de Pombal e a consequente expulsão dos jesuítas do território brasileiro, o então governador do Maranhão, Gonçalo Pereira Lobato, em 8 de julho de 1757, elevou a nova povoação à categoria de “Vila” com o nome de Viana em homenagem à cidade portuguesa de Viana do Castelo.

Utilizando-se da mão de obra escrava, em meados do século 19 o município atingiu o apogeu comercial, advindo principalmente da lavoura do algodão, seguida do arroz, milho e mandioca. Durante o chamado “ciclo do ouro branco”, quando o Maranhão se tornou a 4ª Província mais rica do Império (depois do Rio, Bahia e Pernambuco), toda a produção de algodão da época, exportada pelo porto de São Luís para a Europa, provinha das cidades de Alcântara e Viana, segundo dados do Almanak do Maranhão (publicação anual que contabilizava a produção comercial da Província).

É justamente nesse período que a próspera Vila de Viana alcança o status de cidade, através da Lei Provincial N° 377 de 30 de junho de 1855. Cinco anos depois sua população já atingia a casa dos 8.387 habitantes, sendo 6.506 livres e 1.891 escravos. Em 1867, durante a guerra do Brasil com o Paraguai, o município de Viana tornou-se palco de uma das mais significativas insurreições de escravos ocorrida no país.

Paralela à prosperidade econômica, o município também se distinguia na produção literária com o aparecimento de vários jornais impressos. “O Alavanca”, surgido em 1876, foi o primeiro deles, mas logo novos periódicos semanais pontificariam na história da imprensa local, destacando-se entre eles, “O Vianense” por ter circulado por um período mais longo que os demais.

Berço de intelectuais como Estêvão Rafael de Carvalho, Antonio Bernardo da Encarnação e Silva, Celso Magalhães, os irmãos Antônio e Raimundo Lopes, Astolfo Serra, Ozimo de Carvalho e Travassos Furtado, a cidade igualmente ganharia destaque no campo da Música, exportando dezenas de profissionais gabaritados para São Luís e outras cidades brasileiras. A cantora e compositora Dilú Mello, autora de célebres canções como Saudades do Maranhão e Fiz a cama na varanda nasceu em Viana, onde iniciou seu aprendizado musical para, mais tarde (décadas de 1940/1950), alcançar o estrelato nacional.

Com a queda da exportação do algodão para a Europa e a posterior abolição da escravatura ainda no final do século 19, Viana conheceria o gradativo e irreversível declínio econômico. A partir das primeiras décadas do século 20, com o advento da ferrovia e posteriormente do transporte rodoviário, a cidade, que outrora havia sido beneficiada pelo comércio fluviomarinho, ficaria condenada ao isolamento geográfico por longo período.

Município de Viana no Portal da Transparência

Data de Publicação: 
segunda-feira, 13. Fevereiro 2017 - 10:05
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