19/09/17 - Crônica - Aldemir Martins, o artista (Parte I/II) - Por Adm. Oliveira Filho

Montagem com imagem pertencente ao autor Adm. Oliveira Filho
Meu amigo confessou que nunca tinha visto algo tão ímpar e belo. Respeitei seu momento de contemplação e segundos depois compartilhei com ele o que sabia sobre o que olhávamos.

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NEP-MA, São Luís, Maranhão, Brasil

Você já se deparou com uma situação onde surpreendeu alguém sobre algo, fato ou tema?

Vou ser mais especifico: surpreendeu não por ter estudado e sim vivido, tido a experiência pessoal que naturalmente substanciara suas colocações sobre aquele contexto pontual?

Em 2009 eu fazia parte da equipe do Desembargador Jamil Gedeon, na CGJ-MA, quando recebi uma proposta de trabalho de um amigo. Seria uma consultoria para um projeto político. Para entender o âmago desse projeto e dar uma resposta a ele, eu teria que estudar o macro contexto do mesmo e, entre outras providências, eu teria que ir à São Paulo, capital.  

Hospedei-me no hotel Ópera Flat, na Alameda Lorena, quase esquina com a Bela Cintra. Bem próximo de onde eu iria na Av. Paulista e, principalmente, de outros dois lugares que eu planejara ir no tempo disponível.

Com um amigo paulista, saindo do Ópera Flat, descemos a pé pela Alameda Lorena, fomos limpar a vista na Casa Santa Luzia e na volta fizemos uma outra parada, agora na Livraria da Vila.

No percurso da volta, nos deparamos com um prédio residencial. As duas janelas do apartamento localizado no primeiro andar estavam abertas e pudemos então contemplar dois belos quadros, um em cada ambiente, sendo que o primeiro representava um “gato” e o segundo um “peixe”. Ambos coloridos e estilizados.

Meu amigo confessou que nunca tinha visto algo tão ímpar e belo. Respeitei seu momento de contemplação e segundos depois compartilhei com ele o que sabia sobre o que olhávamos.

Estávamos diante de dois quadros da vasta obra do artista plástico, escultor, pintor e ilustrador cearense Aldemir Martins, de Ingazeiras, no sertão do Cariri. Além do que estávamos vendo, ele produziu séries de “GALOS”, “CORUJAS”, “PÁSSAROS”, “CAVALOS”, “RENDEIRAS”, “CANGACEIROS”, “CARANGUEJOS”, “FLORES”, PAISAGENS”... Em 1922, nascido Aldemir Martins Santos Silva, tornou-se um premiado artista brasileiro, graças ao seu talento, determinação e trabalho.

Enquanto caminhava eu contei um pouco mais da trajetória vitoriosa de vida do grande Aldemir Martins. Meu amigo ouvia tudo com muita atenção, porém, sem nos darmos conta, já estávamos de volta ao flat. Entramos e sentamos para arrematar o que tínhamos avançado no dia.

Combinamos o que faríamos no dia seguinte e nos despedimos; foi quando ele externou ser admirável, “acima da média” o meu conhecimento sobre artistas plásticos. Ponto.

Mesmo sem desejar causar tal impressão, foi o que ocorreu ao compartilhar com ele um pouco da vida e obra do artista Aldemir Martins. Ao falar sobre um artista, ele já imaginou que eu tinha um vasto conhecimento do assunto. Pior que não tive oportunidade, até hoje, de pessoalmente esclarecer a fonte deste conhecimento pontual sobre Aldemir Martins.  

POR: Adm. JOSÉ PEREIRA DE OLIVEIRA FILHO CRA 0296 MA

Data de Publicação: 
terça-feira, 19. Setembro 2017 - 17:14
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