22/03/17 - Crônica: Será? - Por Fernando Balby

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E o que seria da vida sem o incômodo? É ele que nos obriga a perseguir sonhos, romper barreiras, voar mais alto.

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O silêncio pode doer tanto quanto a agressão. Para os mais sensíveis, um pouco mais, para os menos, um pouco menos. Mas é inegável que o silêncio incomode, principalmente quando, por quase igual ou quase menos se fez tanto barulho. Não é crível que tamanha zoada tenha sido transformado no método ideal para resolver questões tão profundas. Questões que já se perpetuam de longe, que continuam latentes, mas que agora não mais parecem tão importantes. Pois, quanto mais a gente tenta, de toda maneira, dele se guardar, sentimento ilhado, morto, amordaçado, volta a incomodar.

E o que seria da vida sem o incômodo? É ele que nos obriga a perseguir sonhos, romper barreiras, voar mais alto. Por falar em voar, é isto que quase chega a fazer um carro de FÓRMULA-1, afinal, não dá para negar que atingir quase 400 KM/H a bordo de um carro, mesmo numa pista de corrida preparada para isto seja para qualquer um.

A velocidade, a FÓRMULA-1 especificamente por demais me fascinam. Tive a felicidade de acompanhar, já a parte final da carreira de Nelson Piquet, é bem verdade, mas, mais felicidade ainda acompanhar a carreira de Ayrton Senna, este, por motivos óbvios, infinitamente mais ilustre para o grande público. Sendo os dois, igualmente ou preferencialmente respeitados pelos amantes e conhecedores do esporte.

Mas, vamos adiante com a nossa “escrivinhação”. Falávamos incialmente do silêncio. Ou seria   do barulho? Ou seria ainda da falta destes? Ou ainda, dos motivos pelos quais os dois podem imperar em momentos opostos, mas iguais. Ou me confundo? Aguardo sua preciosa ajuda leitor.

Império, reino, rei, pedras preciosas, Portugal, Brasil. Por certo que não foi fácil conduzir a nossa chegada até aqui. Conduzir faz lembrar aquele esporte fabuloso. Muitas manobras foram executadas. Manobras também lembra aquele esporte. Cruzar a linha de chegada em primeiro não é tarefa fácil, nem para um F-1, nem para uma nação.

Mas, por certo que comandar um País, exige obrigatoriamente, pelo menos o manejo e a consequente atuação de dois grupos:  comandantes e comandados. Entre os comandados, não pode, assim como nunca faltou, em momento nenhum da História, aquilo que Max brilhantemente descreveu e denominou como MASSA DE MANOBRA. Ou seria EXÉRCITO DE RESERVA? Será que mais uma vez me confundo? Leitor !!

Massa, faz lembrar um outro personagem deste esporte inebriante, de muita velocidade, uma velocidade só não tão veloz quanto a rapidez de mutação da ideologia popular. O povo, a massa, tem uma ideologia? Faz lembrar também, o quão a língua portuguesa é rica pois que, massa (com dois esses), é o macarrão, a lasanha. E o Felipe? Também não é MASSA? Não só o sobrenome, ele é massa mesmo. E a MAÇA? Esta uma arma medieval. É, ou não é, rica nossa língua? Somente escutando a pronúncia, desvinculada de qualquer contexto, é possível saber do que se está realmente falando? Falando nisso, seria possível concluir que todo aquele exército que invadiu as ruas há poucos meses sabia realmente o que estava fazendo? Se nem todos sabiam, aonde estão os que sabiam? Teria sido possível, apenas hipoteticamente questionado que, todas aquelas pessoas, embebidas do mais nobre sentimento pela nação tivessem, por algum motivo obscuro, sido utilizadas como MASSA DE MANOBRA? Seriam um “EXÉRCITO DE RESERVA”? Ou até, pois que, perguntar não ofende, por algum método diabólico terem servido como MAÇA para um proposito qualquer? Se você quiser taxá-lo como qualquer, fique à vontade.

Será, não aquela canção da Legião Urbana que fez muito sucesso nos anos 80, mas sim, o futuro do presente do verbo ser. O futuro do presente? Será?

Aguardo você caro leitor.

Por Luiz Fernando Balby Ferreira é consultor ad hoc do programa Gespública, advogado atuante na área criminal, instrutor, palestrante e cronista.

Data de Publicação: 
segunda-feira, 27. Março 2017 - 11:39
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